4 de dezembro de 2010

O tempo passa rápido

Com os meus olhos cheios de lágrimas provo da dor de apenas imaginar o meu futuro sem algumas pessoas. Quero fugir dessa regra, não quero perder quem eu amo. Quero terminar o resto dos meus dias velhinha, deitada em uma cama ao lado do homem que tenha  me realizado durante toda a minha vitalidade. Só de imaginar quão será dolorida essa despedida inevitável, meu coração já se despedaça. Mas é assim mesmo. Seria duro olhar pra trás e me arrepender de não ter arriscado coisas que conseguissem fazer o meu fôlego se perder. Vou tentar me situar no presente, irei viver intensamente. Vou fugir da regra, viverei uma vida plena, cercada de amores sublimes, não me importarei com a opinião alheia, vou amar como se fosse a primeira e a última vez. Deixe que pensem o que importa é ter amado, é viver ao lado de quem se gosta. Não quero terminar o resto dos meus dias só, em um quarto de asilo qualquer. Aposto, tudo que vamos viver servirá de exemplo para aqueles jovens apaixonados. Esses que provaram do gosto da intensa paixão desmedida, mas não podemos esquecer que dela poderá brotar uma semente de amor, que não ousará se acovardar.  


26 de agosto de 2010

A noite caiu, a chuva chegou...

Enquanto isso estamos lá nos dois juntos de corpos colados. O frio que sempre me invadia nas noites chuvosas não teve a audácia de aparecer nessa noite, pois você estava lá comigo, de rosto e corpo colado. Deveria ser pecado não te ter por perto em noites assim. O que insiste em me hipnotizar é aquela mistura que transparece na tua face quando você olha pros meus olhos, é como se você estivesse procurando algo, querendo desvendar algum mistério. Me sinto despida e desarmada. Como um simples olhar pode chegar a tal ponto de aparentemente observar o mais íntimo do seu ser? Pelo menos era o que parecia quando os olhos dele estavam colados nos meus. Aqueles eram verdadeiramente olhos de ressaca, como diria Machado de Assis. Estava totalmente tentada a mergulhar naquela imensidão. Não sabia descrever nitidamente o abalo que me causará. Só sei que era surreal e eu não queria que esse momento se interrompesse, nunca! Poderia ficar ali horas e horas. Não sentia frio, ele estava ali comigo. Mas era quase impossível não encarar aqueles olhos sem ficar encabulada. Porém ele parava, notava a minha timidez, a minha face não negava tal fato, por mais esforço que eu tenha feito para não transparecer a minha constante timidez. Ele ria, abria aqueles lábios perfeitos que muitas vezes insistiam em esconder aquele lindo sorriso. O tempo parava, nada mais importava, o meu mundinho girava em torno daquela expressão facial, que pra alguns poderia ser só mais um sorriso na multidão, mas pra mim era tudo. Chegava a dar fim a todos os meus estoques de munição sempre que aquele sorriso insistia em aparecer. De repente lá vinha, até parece que ele adivinhava, encostava os seus lábios em meu ouvido e sussurrava a nossa canção, num tom tão suave, que me fazia tremer. Eu me entregava, fechava os olhos, era impossível não se deixar embalar por aquele canto envolvente. As vezes ele me pegava rindo a toa e em seguida me enchia de perguntas, queria saber o que havia acontecido, mas eu insistia em dizer que não era nada. Eu apenas não queria transparecer as minhas bobagens e  devaneios. Eu estava completamente boba e  apaixonada. A minha timidez não me deixava lançar todos os meus pensamentos melosos, então guardava pra mim. Mal sabia ele que me tinha nas mãos, não havia do que temer. Todos aqueles ciuminhos raros e bobos eram em vão. Então o cobria de beijinhos, fazendo ele se distrair e então por alguns momentos esquecer daquilo. Afinal, nada disso importava nós nos amávamos e isso era tudo.

                            "Amar é querer estar perto, se longe; 
E  mais perto, se perto. "

Vinícius de Moraes

22 de agosto de 2010

Amontoado

As vezes é dificil de entender o que se passa na tua cabeça.
Não sei, não entendo, tenho medo. Seria bem mais fácil se a gente não pedisse amor o tempo todo, se não esperassemos nada das pessoas ao nosso redor. As dores efêmeras não fariam mais sentindo. O ser humano pensa demais, imagina demais, ama demais. São sensações incontroláveis a flor da pele que podem ser confudidas com tempestades num copo d'água.
O que seria? Não sei, só sei que sinto e assim me mantenho impotente. Quem derá tudo isso fosse um simples filme e que se pudesse passar as cenas, pausar ou acelerar momentos, ou simplesmente desligá-los. Ter mania de remecher o lixo, em vez de reciclá-lo. Certamente Reaproveitar esse material seria a solução, pelo menos por enquanto...

3 de agosto de 2010

Ela era apenas uma menina.

Não era justo exigir tanto dela. Se você continuar espremendo aquele coração, ele vai acabar murchando e a que pouca docilidade que ainda existe ali vai escorrer pelo ralo.

Não corte as asas daquela que tanto sonha com vôos altos, com lugares nunca visto antes, com sentimentos que irão acelerar a sua pulsação, com emoções que a faram se desligar deste mundinho, ao menos uma vez.

Deixe-a jogar todos os planos pela janela.
Deixe-a sentir a areia gelada penetrando nos seus pés.
E a brisa leve acariciar a sua face.

A gente só tem uma vida, pra que se preocupar tanto?

Seja feliz, e faça alguém feliz.

19 de julho de 2010








"Não é raro, tropeço e caio. Às vezes, tombo feio de ralar o coração todinho. Claro que dói, mas tem uma coisa: a minha continua em pé."

                                                                                                                                         Ana Jácomo